Minha primeira meia-maratona – by Ju Carandina

Hoje é dia de abrir espaço pra minha querida amiga Ju Carandina!!
Ela completou sua primeira Meia Maratona há uma semana atrás, na Asics City Half Marathon, que rolou em SP!!
Fiz o convite pra ela contar essa experiência aqui no blog!
É realmente emocionante como cada um sente essa conquista de um jeito diferente.

THANKS JU 😀

Segue o texto dela contando todos os detalhes 😉

Por Ju Carandina (@jucarandina)

Oi pessoal! Fiquei muito feliz quando a Carol me convidou pra escrever aqui sobre minha primeira meia maratona! Ela foi uma das pessoas que mais me incentivou a encarar os 21km e tem sido minha fiel escudeira (e pacer, pensa numa bichinha que corre!) nos treinos da Nova Equipe, nossa assessoria de corrida.

Meus planos de meia maratona eram parte de uma resolução de idade nova. Fiz uma lista de metas para cumprir aos 30 anos, e uma delas era fazer uma meia maratona.

Tinha decidido estrear na Meia de Florianópolis em Junho desse ano. Paisagens diferentes, terreno plano, tudo certo. Mas meu joelho não achou que seria uma boa ideia, então tive que adiar meus planos até a liberação do ortopedista. E quando aconteceu, não tive dúvidas: Bora pra Meia da Asics aqui em casa, aqui em São Paulo!

As mãos começaram a suar e o coração disparou na hora em que apertei o botão “confirmar” na inscrição. Não tinha mais volta, era hora de se jogar nos treinos e cumprir os longões direitinho (adeus cama quentinha de sábado de manhã!!!). Precisava caprichar, pois a maior distância que eu havia corrido em prova eram 10km e em treino, 14km. Tinha muito chão pela frente… Foram dois meses de treinos difíceis, mas sensacionais e cheios de superação. O último longão foi uma semana antes da prova, 17km, e eu terminei com a sensação de estar pronta.

Na semana seguinte, o problema seria controlar a ansiedade. Eu já tinha até sonhado com essa prova, que eu estava atrasada, que eu esquecia algo, tudo. Ansiedade a milhão. Acabei me comportando direitinho durante a semana, até chegar a noite anterior à entrega de kits. Por ser minha primeira meia maratona, fiz questão de participar da experiência completa: quis ir até a Expo, retirar meu kit, conhecer os produtos da feira, ver como era participar de uma prova grande! A ansiedade era tanta que eu praticamente não dormi de sexta pra sábado. Cheguei lá cedinho, às 8h. Retirei meu kit, fiz massagem, fiquei felizona quando vi meu nome no mural da Asics e mais feliz ainda com o totem lindo para tirar fotos.

Meu nome lá no alto…
Que eu alcancei com a ajuda do namorado! =)

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Eu e o totem ❤ hahaha

Kit retirado, agora era só focar na prova. Na noite anterior, deixei tudo separado: roupa, gel, óculos de sol, número de peito e, claro, uns 5 despertadores no celular espaçados a cada 5 minutos (convenhamos que acordar às 4h da madrugada não seria tarefa fácil…). Mas a ansiedade era tanta que acordei antes do despertador! 4h estava de pé, me arrumando, tomando meu café da manhã e repassando minha estratégia da prova na cabeça.

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Cheguei no Pacaembu às 5h, encontrei com o pessoal da Nova Equipe e foquei em ouvir as palavras do meu treinador. Encontrei os companheiros de corrida, alguns estreantes na maratona, outros estreantes na meia, outros que já têm um histórico exemplar de corrida, e Carol empolgadíssima pela minha primeira meia maratona (quase mais empolgada que eu!). Eu precisava estar psicologicamente bem pra essa prova, e o astral do pessoal não poderia ter sido melhor! Fiquei incrivelmente calma, e com a certeza de que essa prova seria perfeita.

Fomos pra largada. Fui com a Cris, estreante na distância e fiel companheira nos treinos também. Largaram os primeiros pelotões, aguardamos nossa vez. Na nossa largada, o coração acelerado e os olhos marejados por dar início a um sonho. E nessa hora lembrei das palavras do Christian (maratonista da assessoria e incentivador de iniciantes): “Guarda o choro pra depois da linha de chegada, porque senão atrapalha a respiração”. Ri sozinha e cruzei o pórtico, liguei o Garmin e fui com a Cris do meu lado.

Cada quilômetro era uma comemoração! Passou o primeiro, faltavam só 20km. E fomos, num ritmo melhor do que o esperado, comemorando cada km, felizes a cada rosto conhecido que passava e incentivava. Tudo estruturado na cabeça: água/Gatorade a cada 3km, gel a cada 7km. Ritmo tranquilo no começo pra aguentar a subida que estaria por vir.

Encontramos a Carol na primeira meia hora de prova, animadíssima e fazendo os snaps da corrida! Passou voando por nós e continuou com os snaps dela! Logo menos passou a Lilian de bike, dando aquela força pra galera. Teve banda cantando “É preciso saber viver” no km 5, teve (parte da) orquestra de São Paulo tocando na frente do Teatro Municipal (momento que arrepiou e arrancou lágrimas dos olhos, sou apaixonada por orquestras), teve mais água e teve a subida da Brigadeiro. Eu e a Cris, comemorando quase 10km de prova e com uma subida de respeito pela frente… Até o momento a gente tinha conseguido manter um ritmo bom na prova, correndo o tempo todo sem parar nem andar, a um pace médio de 6’40’’/km. Não era na subida da Brigadeiro que a gente ia quebrar né? E não foi. Corremos lindamente a Brigadeiro inteira, vencemos a parte mais difícil da prova (obrigada especial ao Gabs e Minnie dog, que deram energia extra pra mim num grito de “Vai Juuuuu!”). E chegamos na Paulista sem acreditar no que tinha acabado de acontecer!

Segundo trecho da prova: acabaram as subidas, agora é descida e trecho plano. Descemos a Brigadeiro até o Ibirapuera, onde um grupo dançava a Tarantella. Pequena pausa pra dançar a Tarantella com eles e segui para a corrida, mantendo o ritmo. Foi no Ibira que teve o primeiro trecho de separação da maratona pra meia. Fiquei pensando como são corajosos os maratonistas (e fiquei com vontade de ser uma um dia). Chegamos no primeiro túnel, e eu realmente não via a hora de “ver a luz no fim do túnel”. Meu garmin parou de funcionar, minha perna começou a reclamar e a Cris continuou dando força pra gente acabar. Faltavam menos de 5km pra acabar a prova, e eu nunca tinha corrido além dos 17km que eu já havia deixado pra trás. Tudo a partir dali era novidade, era uma conquista nova.

Então apareceu mais um anjinho da assessoria, o Rodrigo Lourenço, que foi quem deu força pra gente continuar apesar das dores que eu senti no joelho: “Arruma a respiração e vai”. Então fui, com ele e a Cris do lado. Segundo túnel, telão da Asics e recadinho pros atletas. Ganhei meu recado de um amigo de infância (valeu Di!!!), e recarreguei as energias pra terminar. Eu só precisava que meu joelho aguentasse mais 2km. Saímos do túnel, uma torcida imensa lá fora. Desconhecidos gritando pra incentivar a galera, gente que eu nunca vi na vida dando a mão pra um “toca aqui”. É isso, tava acabando. Corremos a prova toda, não quebramos, não andamos. E a gente ia fechar a prova abaixo de 2h30’, meta que até então parecia surreal pra mim.

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Avistei o pórtico de chegada, avistei minha mãe torcendo e gritando na arquibancada e não consegui segurar o choro. Cruzei o pórtico de mãos dadas com a Cris, 2h25’11’’ depois de largarmos. Me tornei meia maratonista!

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Eu e Cris – as mais novas meia-maratonistas da Nova Equipe!

Fui louca pegar minha medalha e abraçar meus pais que foram me prestigiar nesse momento tão especial pra mim! Tive que ir embora correndo, então fiquei devendo o abraço na Carol – mas foi tudo resolvido no treino de quinta! 😉

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Carol e eu, comemorando nossos 21km =)

E foi assim que me tornei meia maratonista, nesse turbilhão de emoções, e risquei mais um item da minha “to do list” de 30 anos.

Não conheço outras provas pra comparar, mas achei a prova muito bem organizada e bem estruturada, com pontos de hidratação e banheiros a cada 3km, bem sinalizada e um trajeto bacana. Melhor prova pra estrear nos 21km! Corri melhor do que esperava e, o mais importante, me diverti do começo ao fim!

Vou aproveitar o espaço pra agradecer as pessoas especiais que me fizeram chegar até o fim nessa prova: meus pais, que acordaram cedo e saíram do ABC pra ver minha chegada no Jockey em pleno domingo de manhã; meu namorado, que não pode estar presente na minha chegada por causa do trabalho, mas mandou vídeo pro telão e participou do processo todo, desde os treinos até a expo no dia anterior; a Cris, que teve que me aguentar tagarelando e fazendo piadinhas sem graça por 21km e me deu força no trajeto todo; meus companheiros da família Nova Equipe por todo o incentivo e torcida nos treinos e no dia da prova; Carol, que me convidou pra escrever meu breve (???) relato aqui, mandou um vídeo mega animado pra minha torcida e me puxou nos treinos e todos que mandaram videozinhos de torcida (vi todos depois da corrida!) e good vibes. Vocês são lindos!

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4 comentários em “Minha primeira meia-maratona – by Ju Carandina

  1. Que perfeito!! Parabens pra Ju! Nao vejo a hora de completar a minha primeira meia maratona. Sem dúvida, esposa, vc eh a maior responsável por esse meu vício (delicioso) novo e maior incentivadora pra eu vencer meus limites. Amei o post! Que venha a meia internacional do Rio, pq eu tb quero realizar esse sonho EM CASA!

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