Como foi o Escape Trail Run 2016

Fala runners,

Fiquei de contar aqui como foi o meu desafio com a Escape Trail Run em Campos do Jordão desse ano.
Quem ainda não sabe, tinha uma dívida com essa corrida desde 2014, quando não concluí a prova por causa de cãibras.

Enfim… vamos ao relato!
Esse ano, muitíssimo mais preparada, ganhei a inscrição do pessoal da organização para pagar de vez a minha divida com a prova. O percurso era mais curto (de 25K para 21K), mas pode apostar que esse ano eles fizeram a coisa ficar BEM mais difícil.

A corrida era praticamente single track (trilhas) e cross-country (trecho de estradão de terra batida). Muitas pedras, galhos, subidas intermináveis, calor e ar seco… Pensa num nariz seco. Não tenho muito que reclamar pois pra minha rinite, tempo seco é uma dádiva. Mas correr nesse clima, a uma altura de quase 2mil metros não é bolinho.

A largada foi bem tumultuada. Como a corrida começou no Pico do Itapeva, a primeira curva já era uma descida, em trilha, com buracos. Formou-se uma fila indiana gigantesca e perdeu-se um bom tempo pra percorrermos os 2 primeiros kms.

Depois também, pernas pra que te quero. Era só subida e descida. Com muita pedra e valas. Nas descidas eu me divertia. Amo descer. As valas eram só obstáculos delícia pra brincar.

Algum tempo depois me vi by myself na corrida. Juju e Thi tinham ficado um pouquinho mais atrás. Foi o momento onde entramos numa floresta de eucaliptos. Tinha que prestar bastante atenção pra não se perder. As fitas de localização estavam bem posicionadas, mas nada que uma distração não fizesse perder o caminho. Ali não tinha trilha. Era por conta das marcações mesmo. Foi bem diferente.

Logo chegamos na parte da Mountain Monster (desafio de tempo de subida de montanha de X km).  A subida era de judiar. Tive até que descansar alguns segundos pra pegar o ar. Puxaaaadoooo!!!

Aí já estávamos na metade da corrida. Mais alguns kms e começaria o sofrimento. Não por causa da panturrilha. Não. Ela estava ótima. O problema aqui foram 7km intermináveis de SUBIDA. No final da prova. Só subida. Quase sem sombra. 11hs da manhã. Com ar rarefeito fazendo efeito. De chorar. Lembrava ali de nunca me inscrever na Mountain Do do Atacama. Sofrer nesse calor de deserto é ruim demais. Chegou um momento que até comecei a delirar. Olhava pra paisagem e via tudo se movimentar. Foquei nas passadas e não prestei mais atenção na vista. Só queria molhar a cabeça e terminar aquela prova.

Podem apostar que foi uma das provas mais quentes e secas que já corri na life.

Mas, dívida paga. Missão cumprida. Tá entregue.
Foi muito mais difícil do que pensei, mas muuuuitooo mais legal!!!

foto-18-09-16-13-12-29

Ano que vem? Talvez eu volte sim. Convites Ativo O2?

E acabei de des

Thanks people!!
E nos vemos nas pistas!!

Vídeo que fiz da prova pra vocês curtirem um pouquinho mais!!!

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