Wings for Life World Run – Corra por quem não pode

Essa semana comentei lá no meu Snapchat (carulessa) sobre a Wings for Life World Run que vai acontecer esse final de semana em Brasília (e mais 20 países espalhados por todo globo) e que eu vou participar mais uma vez!! 😀

Há 4 anos atrás, fiz esse post aqui, contando da estreia da corrida. Era uma novidade pra todo mundo. O formato da prova e em prol de que os participantes estavam correndo.

Participei da primeira edição em 2014, que rolou em Floripa. Foi uma experiência completamente diferente de tudo que eu já tinha vivido em relação à corrida. O evento tinha um mote de diversão ao invés de competição. As pessoas que estavam ali queriam apenas correr pra brincar. Correr muito. Correr pouco. Correr com os amigos. Correr por quem não pode. Quando o Catcher Car me alcançou senti que tinha cumprido a minha meta. A vibração daquelas pessoas batendo palma, torcendo, fazendo barulho, nos dá uma sensação de liberdade surreal! (olhinhos cheio d’água).
Poder correr essa prova ao lado dos meus amigos foi muito mágico. Eu, Jujubs e Fê corremos no Brasil, enquanto que no Chile, a Tay estava correndo também. Estávamos todos juntos!! Éramos só sorriso. 🙂 Será pra sempre aquela prova queridinha <3!!

Vou contar um pouquinho pra vocês como é essa corrida.

O que é a Wings for Life?
Wings for Life é uma instituição de caridade que tem a missão de pesquisar a cura para a lesão da medula espinhal.

De onde veio a ideia da corrida?
A ideia surgiu numa escala no aeroporto de Moscou, em que a CEO da Wings for Life, Anita Gerhardter se perguntou: e se você criássemos uma corrida que juntasse milhares de pessoas, correndo no mundo inteiro, ao mesmo tempo… e que restasse apenas 1 no final?
Dois anos depois, o projeto estava pronto pra acontecer.

Marcas se uniram a causa e organizaram a prova para que tudo desse certo. Os locais foram selecionados, e nós brazucas tivemos a sorte de termos a nossa Wings também.

Como a prova acontece?
A prova acontece ao mesmo tempo, nos locais selecionados, com largadas simultâneas!  Os participantes largam no horário estipulado no seu país e correm sem linha de chegada. E aí que entra o diferencial da prova: os participantes só terminarão a prova quando o Catcher Car alcança-los.

Participant
Foto by Wings for Life

Mas o que são Catcher Car?
Catcher Cars são veículos equipados com sensores que, literalmente, perseguem os corredores. Esses tem que fugir do carro até serem alcançados.
O ultramaratonista que mais correu, foi o italiano Giogio Calcaterra (em 2016), que percorreu 88,44km (em Milão) antes do Catcher Car pega-lo. No Brasil, quem fugiu mais do carro foi o Britânico Thomas Payn (56.52km), seguido pelo brasileiro Kenny Souza (56.38km), também em 2016.

Em 2014 eu consegui fugir do carro por quase 11km.
Esse ano pretendo correr um tiquim mais 😛
No próprio site da corrida, é possível simular a sua performance e saber em qual momento o carro te ultrapassará. Bom pra acelerar o passo e fugir mais ainda!!

Mas como sabemos que a corrida acaba?
Para garantir que a corrida termine, os Catcher Cars aumentam a velocidade a cada 30 minutos. Eles iniciam com uma velocidade de 15km e vão aumentando até atingir a velocidade máxima de 35km (isso lá bem pro final).

Pelo horário de Brasília
8:00 – INÍCIO DA CORRIDA
8:30 – CARRO SEGUIDOR ENTRA NA CORRIDA – VELOCIDADE de 15km/h (aprox. 9.3 mph)
9:30 – VELOCIDADE AUMENTA: 16km/h (9,94 mph)
10.30 – VELOCIDADE AUMENTA: 17km/h (10.56 mph)
11.30 – VELOCIDADE AUMENTA: 20km/h (12.43 mph)
13:30 – VELOCIDADE AUMENTA: 35km/h (aprox. 21.75 mph) até que o ultimo participante seja ultrapassado.

Como a prova é organizada?
Uma equipe extremamente preparada, acompanha tudo ao vivo pela sala de controle localizada na Áustria. Tudo é comandado por lá.

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Foto by Wings for Life World Run

E a inscrição?
Pra quem quiser correr aqui em Brasília, ainda é possível fazer inscrição (até dia 04/maio). Depois só na retirada do kit, em Brasília.
Todo dinheiro arrecadado vai para o instituto Wings For Life que fica na Áustria.

Quem pode correr?
Quem quiser! Eu, você, vovó, o cachorro, cadeirantes, namorado… 😀
Ps. Os cadeirantes só podem utilizar a cadeira de rodas tradicional. 😉

App Wings for Life World Run
Pra quem não vai conseguir participar da prova, mas quer participar da corrida e ajudar na causa, é possível baixar um app e fugir do Carro Fantasma ao mesmo tempo que a galera tá correndo pelo mundo. Você pode correr onde quiser, em grupo, com seu namorado, com seu cachorro… 😀

Foto by App Wings For Life World Run

Curtiu?!?
Bóra que ainda da tempo \o/
Correr por quem não pode é mais legal!!!

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Aqueles 24K da Maratona SP

Fala Galerinha!!
De volta aqui pra contar um pouquinho como foram os meus primeiros 24K de rua, que rolou final de semana passado na Maratona de SP.

Como todos sabem, venho treinando para a minha primeira Maratona, que acontecerá dia 18 de Junho, na Maratona do Rio de Janeiro. Como agora já faltam menos de 3 meses, os longos estão sendo LONGOS mesmo!! Estou correndo uma meia-maratona todo final de semana. E no meio da planilha, tinha uma prova de 24K. Por que não encaixar o útil ao agradável?!? Inscrição feita.

Eis que chega o tão esperado dia de correr MAIS que uma meia-maratona de rua na minha vida (porque sim! eu já corri mais que uma meia-maratona de montanha! Apenas. rssss)

Chego por volta das 6hs lá na região do Ibira. Gosto de chegar bem cedo pra poder fazer todo ritual de me arrumar, trocar ideia com a galera, fazer um pipi-stop e estar com a cabeça e a energia pronta pra hora da largada.

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Nos reunimos toda equipe pra uma foto geral e fomos pros currais devidamente marcados no número de peito. (realmente tinha muita gente. demoramos mais de 12 minutos pra largar).

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Comecei a prova de boa, até porque tinha muita gente correndo, e como todas as largadas são juntas – 8k / 24k / 42k – demora um pouco pra pegar o embalo. Correr, correr mesmo, só depois de 4km.
Nos 3 primeiros kms fui acompanhando Marisa e Thays. Éramos o trenzinho da alegria. Uma atrás da outra. Até eu parar pra amarrar meu tênis. Não! Ele não desamarrou. Eu é que achei que ele estava um pouco frouxo e resolvi melhorar o laço.
Depois dessa pausa de 10seg. perdi a Thays e a Marisa de vista. Foi aí que eu acelerei pra alcança-las e botei pra escanteio toda minha tática da prova. Eu não podia ter aumentado a velocidade como fiz. Corri por 2 kms em velocidade bem rápida e obviamente, cansei. Quando encontrei a Marisa, o corpo já estava com a adrenalina lá em cima!
Marisa mantinha uma velocidade constante, que teoricamente é confortável pra mim. Mas o problema é que devido ao meu esforço para alcança-las, eu não conseguia manter aquele ritmo como “confortável”. Embora eu ficasse várias vezes cansada, Marisa não me abandonava. Ela decidiu me acompanhar por toda prova, sem deixar que meu ritmo caísse demais. Corremos lado a lado praticamente o percurso inteiro. Falamos poucas vezes. Nossos pensamentos é que davam o tom da passada. E íamos firme e forte. Marisa, obvio, estava INTEIRA, e eu, quase morrendo pra manter a velocidade constante. (pensa numa pessoa que não sai do ritmo…. é essa japinha, Marisa). Falei várias vezes que ela podia seguir e fazer a prova dela – ela estava indo para os 42K – mas ela não arredava pé e ficava ao meu lado me motivando pra eu não cansar.
Tive princípio de cãibras, um leve incomodo no quadril, dores na sola do pé e a cabeça chorando de raiva de eu não parar…!! E eu não ia parar. Só no pórtico de chegada.
Durante vários momentos na corrida eu contava a quilometragem ao contrário – faltam 9km… agora faltam 8km… agora só 5km… pronto cheguei na USP… agora só a raia e FIM!!

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E na chegada, antes de cruzar o pórtico, peguei na mão da Marisa, agradeci e mandei vibrações positivas pra ela finalizar os 42km linda e radiante!!
E lá fui eu, querendo chorar, finalizar meus primeiros 24km de corrida de rua!!
Consegui!! Com várias dores pelo corpo do esforço excessivo, mas vibrando até a última gota de suor!!! \o/

Fiz no tempo que imaginei. Dentro do pace que eu queria. Tudo graças a Marisa. 😀 Muito amor por Marisa ❤ rssssIMG_2041

Não tenho o que reclamar dessa prova. Tudo estava muito bem organizado! (pelo menos até os 24k). Postos de hidratação (água e isotônico) gelados a cada 3km. Retirada de medalha e kit pós prova sem tumulto. Fila do ônibus bem organizada.

Foi uma ótima preparação para a maratona.
E digo mais, agora sim eu REALIZEI que vou correr 42km.

E que venham os próximos treinos!!

Bjs e nos vemos nas pixxxxtas

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Como foi o Escape Trail Run 2016

Fala runners,

Fiquei de contar aqui como foi o meu desafio com a Escape Trail Run em Campos do Jordão desse ano.
Quem ainda não sabe, tinha uma dívida com essa corrida desde 2014, quando não concluí a prova por causa de cãibras.

Enfim… vamos ao relato!
Esse ano, muitíssimo mais preparada, ganhei a inscrição do pessoal da organização para pagar de vez a minha divida com a prova. O percurso era mais curto (de 25K para 21K), mas pode apostar que esse ano eles fizeram a coisa ficar BEM mais difícil.

A corrida era praticamente single track (trilhas) e cross-country (trecho de estradão de terra batida). Muitas pedras, galhos, subidas intermináveis, calor e ar seco… Pensa num nariz seco. Não tenho muito que reclamar pois pra minha rinite, tempo seco é uma dádiva. Mas correr nesse clima, a uma altura de quase 2mil metros não é bolinho.

A largada foi bem tumultuada. Como a corrida começou no Pico do Itapeva, a primeira curva já era uma descida, em trilha, com buracos. Formou-se uma fila indiana gigantesca e perdeu-se um bom tempo pra percorrermos os 2 primeiros kms.

Depois também, pernas pra que te quero. Era só subida e descida. Com muita pedra e valas. Nas descidas eu me divertia. Amo descer. As valas eram só obstáculos delícia pra brincar.

Algum tempo depois me vi by myself na corrida. Juju e Thi tinham ficado um pouquinho mais atrás. Foi o momento onde entramos numa floresta de eucaliptos. Tinha que prestar bastante atenção pra não se perder. As fitas de localização estavam bem posicionadas, mas nada que uma distração não fizesse perder o caminho. Ali não tinha trilha. Era por conta das marcações mesmo. Foi bem diferente.

Logo chegamos na parte da Mountain Monster (desafio de tempo de subida de montanha de X km).  A subida era de judiar. Tive até que descansar alguns segundos pra pegar o ar. Puxaaaadoooo!!!

Aí já estávamos na metade da corrida. Mais alguns kms e começaria o sofrimento. Não por causa da panturrilha. Não. Ela estava ótima. O problema aqui foram 7km intermináveis de SUBIDA. No final da prova. Só subida. Quase sem sombra. 11hs da manhã. Com ar rarefeito fazendo efeito. De chorar. Lembrava ali de nunca me inscrever na Mountain Do do Atacama. Sofrer nesse calor de deserto é ruim demais. Chegou um momento que até comecei a delirar. Olhava pra paisagem e via tudo se movimentar. Foquei nas passadas e não prestei mais atenção na vista. Só queria molhar a cabeça e terminar aquela prova.

Podem apostar que foi uma das provas mais quentes e secas que já corri na life.

Mas, dívida paga. Missão cumprida. Tá entregue.
Foi muito mais difícil do que pensei, mas muuuuitooo mais legal!!!

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Ano que vem? Talvez eu volte sim. Convites Ativo O2?

E acabei de des

Thanks people!!
E nos vemos nas pistas!!

Vídeo que fiz da prova pra vocês curtirem um pouquinho mais!!!

Minha primeira meia-maratona – by Ju Carandina

Hoje é dia de abrir espaço pra minha querida amiga Ju Carandina!!
Ela completou sua primeira Meia Maratona há uma semana atrás, na Asics City Half Marathon, que rolou em SP!!
Fiz o convite pra ela contar essa experiência aqui no blog!
É realmente emocionante como cada um sente essa conquista de um jeito diferente.

THANKS JU 😀

Segue o texto dela contando todos os detalhes 😉

Por Ju Carandina (@jucarandina)

Oi pessoal! Fiquei muito feliz quando a Carol me convidou pra escrever aqui sobre minha primeira meia maratona! Ela foi uma das pessoas que mais me incentivou a encarar os 21km e tem sido minha fiel escudeira (e pacer, pensa numa bichinha que corre!) nos treinos da Nova Equipe, nossa assessoria de corrida.

Meus planos de meia maratona eram parte de uma resolução de idade nova. Fiz uma lista de metas para cumprir aos 30 anos, e uma delas era fazer uma meia maratona.

Tinha decidido estrear na Meia de Florianópolis em Junho desse ano. Paisagens diferentes, terreno plano, tudo certo. Mas meu joelho não achou que seria uma boa ideia, então tive que adiar meus planos até a liberação do ortopedista. E quando aconteceu, não tive dúvidas: Bora pra Meia da Asics aqui em casa, aqui em São Paulo!

As mãos começaram a suar e o coração disparou na hora em que apertei o botão “confirmar” na inscrição. Não tinha mais volta, era hora de se jogar nos treinos e cumprir os longões direitinho (adeus cama quentinha de sábado de manhã!!!). Precisava caprichar, pois a maior distância que eu havia corrido em prova eram 10km e em treino, 14km. Tinha muito chão pela frente… Foram dois meses de treinos difíceis, mas sensacionais e cheios de superação. O último longão foi uma semana antes da prova, 17km, e eu terminei com a sensação de estar pronta.

Na semana seguinte, o problema seria controlar a ansiedade. Eu já tinha até sonhado com essa prova, que eu estava atrasada, que eu esquecia algo, tudo. Ansiedade a milhão. Acabei me comportando direitinho durante a semana, até chegar a noite anterior à entrega de kits. Por ser minha primeira meia maratona, fiz questão de participar da experiência completa: quis ir até a Expo, retirar meu kit, conhecer os produtos da feira, ver como era participar de uma prova grande! A ansiedade era tanta que eu praticamente não dormi de sexta pra sábado. Cheguei lá cedinho, às 8h. Retirei meu kit, fiz massagem, fiquei felizona quando vi meu nome no mural da Asics e mais feliz ainda com o totem lindo para tirar fotos.

Meu nome lá no alto…
Que eu alcancei com a ajuda do namorado! =)

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Eu e o totem ❤ hahaha

Kit retirado, agora era só focar na prova. Na noite anterior, deixei tudo separado: roupa, gel, óculos de sol, número de peito e, claro, uns 5 despertadores no celular espaçados a cada 5 minutos (convenhamos que acordar às 4h da madrugada não seria tarefa fácil…). Mas a ansiedade era tanta que acordei antes do despertador! 4h estava de pé, me arrumando, tomando meu café da manhã e repassando minha estratégia da prova na cabeça.

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Cheguei no Pacaembu às 5h, encontrei com o pessoal da Nova Equipe e foquei em ouvir as palavras do meu treinador. Encontrei os companheiros de corrida, alguns estreantes na maratona, outros estreantes na meia, outros que já têm um histórico exemplar de corrida, e Carol empolgadíssima pela minha primeira meia maratona (quase mais empolgada que eu!). Eu precisava estar psicologicamente bem pra essa prova, e o astral do pessoal não poderia ter sido melhor! Fiquei incrivelmente calma, e com a certeza de que essa prova seria perfeita.

Fomos pra largada. Fui com a Cris, estreante na distância e fiel companheira nos treinos também. Largaram os primeiros pelotões, aguardamos nossa vez. Na nossa largada, o coração acelerado e os olhos marejados por dar início a um sonho. E nessa hora lembrei das palavras do Christian (maratonista da assessoria e incentivador de iniciantes): “Guarda o choro pra depois da linha de chegada, porque senão atrapalha a respiração”. Ri sozinha e cruzei o pórtico, liguei o Garmin e fui com a Cris do meu lado.

Cada quilômetro era uma comemoração! Passou o primeiro, faltavam só 20km. E fomos, num ritmo melhor do que o esperado, comemorando cada km, felizes a cada rosto conhecido que passava e incentivava. Tudo estruturado na cabeça: água/Gatorade a cada 3km, gel a cada 7km. Ritmo tranquilo no começo pra aguentar a subida que estaria por vir.

Encontramos a Carol na primeira meia hora de prova, animadíssima e fazendo os snaps da corrida! Passou voando por nós e continuou com os snaps dela! Logo menos passou a Lilian de bike, dando aquela força pra galera. Teve banda cantando “É preciso saber viver” no km 5, teve (parte da) orquestra de São Paulo tocando na frente do Teatro Municipal (momento que arrepiou e arrancou lágrimas dos olhos, sou apaixonada por orquestras), teve mais água e teve a subida da Brigadeiro. Eu e a Cris, comemorando quase 10km de prova e com uma subida de respeito pela frente… Até o momento a gente tinha conseguido manter um ritmo bom na prova, correndo o tempo todo sem parar nem andar, a um pace médio de 6’40’’/km. Não era na subida da Brigadeiro que a gente ia quebrar né? E não foi. Corremos lindamente a Brigadeiro inteira, vencemos a parte mais difícil da prova (obrigada especial ao Gabs e Minnie dog, que deram energia extra pra mim num grito de “Vai Juuuuu!”). E chegamos na Paulista sem acreditar no que tinha acabado de acontecer!

Segundo trecho da prova: acabaram as subidas, agora é descida e trecho plano. Descemos a Brigadeiro até o Ibirapuera, onde um grupo dançava a Tarantella. Pequena pausa pra dançar a Tarantella com eles e segui para a corrida, mantendo o ritmo. Foi no Ibira que teve o primeiro trecho de separação da maratona pra meia. Fiquei pensando como são corajosos os maratonistas (e fiquei com vontade de ser uma um dia). Chegamos no primeiro túnel, e eu realmente não via a hora de “ver a luz no fim do túnel”. Meu garmin parou de funcionar, minha perna começou a reclamar e a Cris continuou dando força pra gente acabar. Faltavam menos de 5km pra acabar a prova, e eu nunca tinha corrido além dos 17km que eu já havia deixado pra trás. Tudo a partir dali era novidade, era uma conquista nova.

Então apareceu mais um anjinho da assessoria, o Rodrigo Lourenço, que foi quem deu força pra gente continuar apesar das dores que eu senti no joelho: “Arruma a respiração e vai”. Então fui, com ele e a Cris do lado. Segundo túnel, telão da Asics e recadinho pros atletas. Ganhei meu recado de um amigo de infância (valeu Di!!!), e recarreguei as energias pra terminar. Eu só precisava que meu joelho aguentasse mais 2km. Saímos do túnel, uma torcida imensa lá fora. Desconhecidos gritando pra incentivar a galera, gente que eu nunca vi na vida dando a mão pra um “toca aqui”. É isso, tava acabando. Corremos a prova toda, não quebramos, não andamos. E a gente ia fechar a prova abaixo de 2h30’, meta que até então parecia surreal pra mim.

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Avistei o pórtico de chegada, avistei minha mãe torcendo e gritando na arquibancada e não consegui segurar o choro. Cruzei o pórtico de mãos dadas com a Cris, 2h25’11’’ depois de largarmos. Me tornei meia maratonista!

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Eu e Cris – as mais novas meia-maratonistas da Nova Equipe!

Fui louca pegar minha medalha e abraçar meus pais que foram me prestigiar nesse momento tão especial pra mim! Tive que ir embora correndo, então fiquei devendo o abraço na Carol – mas foi tudo resolvido no treino de quinta! 😉

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Carol e eu, comemorando nossos 21km =)

E foi assim que me tornei meia maratonista, nesse turbilhão de emoções, e risquei mais um item da minha “to do list” de 30 anos.

Não conheço outras provas pra comparar, mas achei a prova muito bem organizada e bem estruturada, com pontos de hidratação e banheiros a cada 3km, bem sinalizada e um trajeto bacana. Melhor prova pra estrear nos 21km! Corri melhor do que esperava e, o mais importante, me diverti do começo ao fim!

Vou aproveitar o espaço pra agradecer as pessoas especiais que me fizeram chegar até o fim nessa prova: meus pais, que acordaram cedo e saíram do ABC pra ver minha chegada no Jockey em pleno domingo de manhã; meu namorado, que não pode estar presente na minha chegada por causa do trabalho, mas mandou vídeo pro telão e participou do processo todo, desde os treinos até a expo no dia anterior; a Cris, que teve que me aguentar tagarelando e fazendo piadinhas sem graça por 21km e me deu força no trajeto todo; meus companheiros da família Nova Equipe por todo o incentivo e torcida nos treinos e no dia da prova; Carol, que me convidou pra escrever meu breve (???) relato aqui, mandou um vídeo mega animado pra minha torcida e me puxou nos treinos e todos que mandaram videozinhos de torcida (vi todos depois da corrida!) e good vibes. Vocês são lindos!

Mais uma K21 Maresias!!

Fala galera!
Fiquei devendo pra vocês como foi a minha corrida na K21 Maresias, não é mesmo?
Tive uma semana de imprevisto, por isso não consegui subir o post antes.
Então, vamos ao meu relato na prova.

A K21 Maresias é uma dentre as diversas etapas que acontecem aqui no Brasil do K21 Series, que também rola em várias partes do mundo – Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Espanha, Itália, Peru e Marrocos.
A única mudança do ano passado pra esse ano foi no esquema de largada. Esse ano os 21km largaram 9h, enquanto o pessoal dos 10km e 5km iniciaram a prova apenas 40 minutos depois, às 9h40.

Com esse horário de largada foi possível dormir muito bem à noite. Acordei por volta das 7hs, fiz todo meu processo da manhã, ajeitei a mochila e fomos para o Bar dos Alemão, onde era o pórtico de largada da prova. Pra essa corrida, esse ano resolvi inovar na hidratação e suplementação. Como sabia que ia “correr” por mais de 4hs resolvi levar bisnaguinha com nutella e gatorade. Já sabia que a organização não ia oferecer isotônico, e pra não ficar sem repor os sais, levei o meu próprio. Também levei 3 sachês de gel GU, jujubas e palitinhos salgados. Nunca se sabe o que pode acontecer nessas provas, né? Por isso fui bem equipada. E lógico, minha camelback com água. 😉

Às 9h em ponto deu-se a largada. Parti para minha prova. De boas, com a GoPro registrando alguns momentos da corrida.

Ah, uma aspas!! Não contei pra vocês. No meu último treino antes da prova, na quinta, consegui enfiar meu pé numa planta assassina que quase me tirou da corrida. O pé esquerdo inchou e doía bastante, principalmente pra amarrar o tênis. Tomei cataflan e passei cataflan por dois dias e por fim, deu certo. Na sexta à noite o pé estava desinchado, mas ainda com dores. (aliás, até hoje, se tocar no local ainda sinto alguma coisa).

Assim que comecei a correr pela praia de Maresias, com areia fofa, já imaginei o quão dura seria aquela prova. Nem cheguei na travessia do primeiro rio e comecei a sentir o pé esquerdo formigar. Fiquei um pouco tensa, mas abstraí.
Deu-se início ao trecho da primeira subida, em fila indiana, por trilha aberta. E meu pé continuava formigando. Ao chegar em Paúba eu ia bem de boas, pra não forçar. Passei pelo segundo rio, bem tranquilo e o pé lá, dando sinal que ele estava machucado. Nesse momento já havia corrido por uns 3 a 4 km. Não sabia como estava meu pé. Formigava muito e por um instante pensei que ele podia até gangrenar. Tive um pouco de medo. Até pensei em fazer os 10km se a perna começasse a formigar também. Mas, quando começou a subida, parece que todo aquele desespero sumiu. Em minutos o pé parou de reclamar, eu parei de mancar e a força voltou pra perna. – Não sei se o corpo esquentou ou se alguém lá em cima resolveu que eu ia completar aquela prova do jeito que fosse! Só sei que dali em diante eu não senti mais nada.

Então começaram as pirambas. Não sei porque, mas a minha impressão é que o ano passado elas estavam menos inclinadas. hahahahahaha E dá-lhe pernas e costas pra que te quero. Nessa hora lembrei dos funcionais e dos treinos de agachamento do Beto. rssssss Agora preciso fortalecer as costas e os braços. Aiiiiii!!!

Dessa vez não tinha chovido nem nada, mas o mato estava com muita lama nas descidas. Era tão liso que se descia literalmente de bunda. Quase impossível brecar. Nem que não quisesse, descia rápido. ahhahahahaha E pra não rasgar o shorts, eu descia agachada, com o braço esquerdo dando apoio (até porque o direito estava com a GoPro). Mesmo ela pendurada no pulso eu não queria tacar a capinha na lama, então praticamente todas as descidas fiz com o apoio do braço esquerdo. (e acreditem amiguinhos, o esforço foi tanto que estou com o braço um pouco dolorido até hoje) 😥

Quando cheguei no 3 rio, que leva para o condomínio de Toque-Toque Pequeno pude perceber que o nível do rio estava mais alto… e porque não, as pedras tinham crescido também!! hahahahahahaha Verdade!! Estava mais complicado de achar o caminho das pedras que o ano passado. E correnteza pra que te quero. Medo de molhar o celular, mesmo protegido no plastiquinho.

Momento subida infinita. Aquele trecho que a gente sobe tudo, desce tudo, chega na praia, bate e volta. Buáááááá!!! Eu indo e um monte de gente voltando. Não sei como esse povo consegue correr tão rápido nas subidas. De verdade. Me ensineeeeem!!!
Esse trecho é um dos maiores da piramba. São 4kms só de piramba sobe e desce / sobe e desce! A parte em que se perde mais tempo na prova. Depois desse trecho é literalmente só alegria. rssss

No final dessa piramba infinita se está no 13km de prova. Até aqui eu já tinha tomado 2 sachês de gel e uma água de coco que a organização estava distribuindo. Depois do quarto rio, antes de chegar na praia eu resolvi comer uma bisnaguinha e tomar o gatorade. Olha, vou contar: a bisnaguinha com nutella foi uma injeção na veia. Deu uma boa animada pra continuar correndo, sabendo que havia algumas praias com areia fofa pra enfrentar.

Praia. Asfalto. Praia. Asfalto. Corda. Asfalto. E volta pra Paúba e para o trecho de trilha. Só que agora só com descidas. \o/ Nesse trecho todo, por fim, consegui desenvolver a corrida. 😀 E pra batizar, teve a passagem do rio para chegar à praia de Maresias. E tava alto. Na minha barriga. Sou baixinha. ahhahahahaha

Concluí a prova em 4h23m – 44 minutos a menos que o ano passado! Vitória!! \o/

É aí que percebemos como os treinos fazem TODA A DIFERENÇA!! Manter uma rotina de treinos semanais fortalece não só o corpo como a alma. Obrigada Emerson Bisan e a Nova Equipe pelo apoio!! 🙂 Sempre muito bom poder contar com vocês!!

Ano que vem, se GOD permitir, estarei lá de novo pra enfrentar mais uma vez essas pirambas doidas da K21 Maresias!! \o/

E tem vídeo que eu fiz da corrida!! 😀
https://www.youtube.com/watch?v=AD3ARh5FikM

 

Next stop: XTerra Ilhabela